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Sonhos de Deus

Os sonhos são a linguagem do céu

Os sonhos são a linguagem do céu

Sonhos de Deus

“Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.

E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Assim partiu Abrão como o SENHOR lhe tinha dito, e foi Ló com ele; e era Abrão da idade de setenta e cinco anos quando saiu de Harã.” (Gênesis 12:1, au 4)

Às vezes não conseguimos entender o porquê de Deus chamar pessoas tão incapazes e as incentivar a realizarem obras tão fantásticas e grandiosas.

Obras as quais sabemos serem impossíveis para indivíduos que não preenchem os requisitos esperados para tais conquistas.

Nesta mensagem gostaria de juntamente com o caro leitor expor a vida do nosso pai na fé Abraão de uma maneira possivelmente pouco explorada e olhando sob pontos de vista que alguns provavelmente nunca tenham olhado.

 

Abraão era na verdade um vencedor improvável.

Muitos lembram de forma admirável da figura do patriarca Abrão como sendo um homem de notável fé por ter obedecido a ordem do Senhor e decidido a sacrificar o seu único filho Isaque no monte Moriá.

Nós sabemos que neste evento Deus então interveio e este acontecimento ficou gravado na história da fé como sendo a maior de todas as atitudes que um homem poderia tomar a fim de provar sua fidelidade e crença.

Abrão por conta disso é chamado de “pai na fé” (Gl. 3: 6-9).

Sempre quando pensamos em Abraão depois deste acontecimento ele nos serve como inspiração e modelo de alguém que conseguiu conquistar o seu grande sonho e ser um vencedor.

Mas quando lemos a história de Abraão mais a fundo com maior atenção, podemos perceber que na verdade ele é o típico vencedor improvável.

Abraão era velho e vivia uma vida saturada na cidade de Ur dos Caudeus.

Um dos seus sonhos era ter muitos filhos, como todo e qualquer homem de sua época.

No entanto sua esposa Sara não podia ter filhos e também já era de idade avançada.

Quando pensamos em Abraão desta maneira entendemos o porquê Deus precisa que sonhemos.

Os sonhos parecem ter o poder de inspirar e transformar um homem velho, cansado e sem expectativas em um jovem cheio de esperança.

Deus parece usar os sonhos como uma ferramenta para implantar no nosso coração a fé.

É impossível crer em algo que nunca sequer por um momento tenhamos sonhado?

Por isso Deus fez grandes promessas para Abraão.

Ele começa a fazer Abraão imaginar uma grande descendência tão numerosa como as estrelas do céu e as areias da praia.

O patriarca então começa a idealizar em seus pensamentos aquela grande multidão tal como Deus havia descrito.

Então os sonhos tornam-se esperança, e a esperança se torna fé!

Deus então consegue um coração que agora é terra fértil necessária para cumprir o impossível, e por causa disso, o vencedor improvável torna-se o pai na fé!

 

Por que sonhamos?

Quando Deus escolhe alguém Ele o faz de forma gradativa.

É importante entendermos que os sonhos podem ser um chamado de Deus.

Aqueles que foram chamados e realizaram grandes obras no início eram em sua grande maioria sonhadores natos.

Certamente falta-nos tempo para falarmos sobre homens como José, Moisés que sonhou em ser líder e libertar seu povo, Daniel e outros.

Mas podemos perceber pelos exemplos das Escrituras que o combustível que move os planos de Deus nas vidas dos seus escolhidos são os sonhos que eles tem ainda quando pequenos na presença do Senhor.

Estes sonhos são a linguagem do céu.

Eles abrem as portas da possibilidade e nos fazem imaginar uma cena que para nós não seria possível e Deus opera no impossível.

Logo, quando andamos pela terra dos sonhos andamos no território de Deus.

 

Por que algumas pessoas não sonham mais?

Uma das principais estratégias do nosso inimigo para frustrar os planos de Deus em nossa vida é destruir em nós a capacidade de sonhar.

É triste quando vemos pessoas tão frustradas que acabam por abortarem os seus sonhos antes mesmo que eles venham a nascer.

Aqueles em quem o diabo conseguiu tirar esta habilidade provavelmente nunca mais sairão do lugar.

Estão estagnados na fé!

Muitos têm até medo de sonhar de novo, pois já foram grandes sonhadores no passado e acabaram por nunca verem os seus sonhos realizados.

Mas essas pessoas estão erradas!

Elas perderam o se dom devido aos grandes erros em meio a sua trajetória com Deus.

Não foram os sonhos que as enganaram ou as decepcionaram mas sim elas mesmas que não souberam cultivar os seus sonhos da forma correta, em conformidade com os planos de Deus.

Podemos usar a trajetória de fé de Abraão para ilustrar este acontecimento e entendermos o porquê alguns pararam no meio do caminho e desistiram de sonhar.

Foi o próprio Deus quem disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.

Quando Deus chamou a Abraão ele ainda era um vencedor improvável, mas os sonhos já estavam latentes em sua mente e coração e isto fez com que Deus começasse a preparar o processo que iria culminar no cumprimento de suas promessas ao sonhador.

Mas os sonhos de Abraão teriam que passar primeiro por obstáculos:

 

A renuncia

Se alguém que sonha e é chamado por Deus deseja ver os seus sonhos cumpridos, precisa saber que primeiramente terá que renunciar muitas coisas.

Abraão precisou renunciar a vida confortável em Ur para ir a uma terra que nem mesmo sabia onde ficava.

Deus apenas mandou o patriarca ir caminhando e na caminhada iria lhe revelar a sua vontade.

Neste caso, Abraão teve que deixar sua família, seus projetos, sua casa e muitos dos seus afazeres para se dedicar unicamente aos sonhos que Deus o havia dado.

Ele ainda teve que correr grandes riscos por aquilo em que acreditava sem nenhuma segurança humana de que tudo daria certo.

Daí entendemos porque muitos se decepcionaram com seus sonhos e decidem não sonhar mais.

Muito não tem coragem de renunciar suas vidas e correr riscos seguindo uma visão de fé.

Quando os sonhos para serem realizados precisam reconstruir a realidade ao redor destas pessoas, elas geralmente não têm coragem de largar a situação confortável e familiar em que vivem.

Da mesma forma não querem correr riscos deixando aquilo que conhecem em rumo a uma promessa desconhecida.

Existem muitos vencedores prováveis que são desprezados por Deus porque mesmo tendo toda a capacidade e os aparatos necessários para vencer, não possuem a coragem de renunciar.

Pessoas desse tipo geralmente tem uma fé muito bonita pregada do alto de uma tribuna, mas na sua vida diária a fé se converte a reles teorias.

 

O combate

“E tomou Abrão a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as almas que lhe acresceram em Harã; e saíram para irem à terra de Canaã; e chegaram à terra de Canaã.

E passou Abrão por aquela terra até ao lugar de Siquém, até ao carvalho de Moré; e estavam então os cananeus na terra.” (Gênesis 12:5-6 )

Outro motivo que costuma impedir as pessoas de acreditarem em seus sonhos e as faz serem cristãos frustrados e incapazes de conquistar seus objetivos é a fraqueza em relação aos combates comuns a todos os cristãos que sonham os sonhos de Deus.

Nos versículos anteriores vemos que Abraão estava em uma trajetória direcionada por Deus, mas os perigos estavam por toda parte.

Deus prometeu a Abraão que lhe daria aquela terra em que ele estava, mas essa mesma terra estava cheia de Cananeus.

Alguns não entendem que servir a Deus é ter que lutar por sua fé.

Sempre foi assim e sempre será!

Logo, quando desejamos as promessas de Deus para a nossa vida, estamos literalmente desejando lutas e combates, pois estas recompensas não virão tão facilmente.

Existem vários sonhadores frustrados que afirmam:

“Se fosse promessa de Deus teria sido mais fácil!”

“Se Deus estivesse comigo a situação não estaria tão ruim!”

“Se o Senhor estivesse mesmo neste negócio as coisas estariam acontecendo!”

Muitas vezes é justamente quando estamos em lutas que podemos perceber que fomos chamados por Deus e que é do interesse Dele nos dar o que sonhamos!

Não pensemos que só porque Deus nos prometeu não teremos que conquistar a promessa.

É fato que quando o homem obtém algo fácil ele provavelmente nunca valorizará.

Então, a terra certamente é nossa, mas os Cananeus estarão nela para que possamos provar a nossa fé.

Neste ponto da jornada, pela conquista dos sonhos e promessas, muitos se perdem, voltam atrás e nunca mais chegarão perto de seu objetivo novamente.

É como alguém disse uma vez:

“Um perdedor é apenas mais um vencedor que desistiu!”

 

Tomando posse dos sonhos  

“E apareceu-o SENHOR-a Abrão, e disse: Å tua descendência darei esta terra. E edificou ali um altar ao SENHOR, que lhe aparecera.

E moveu-se dali para a montanha do lado oriental de Betel, e armou a sua tenda, tendo Betel ao ocidente, e Ai ao oriente; e edificou ali um altar ao SENHOR, e invocou o nome do SENHOR.” ( Gênesis 12:7-8)

Novamente observado a trajetória de Abraão podemos entender o porquê um vencedor improvável, velho, frustrado pelas circunstâncias da sua vida e idade acabou se tornando um dos maiores heróis da fé já conhecido e pai de uma grande nação.

Abraão não só renunciou sua antiga vida por seus sonhos, mas combateu por eles e também tomou posse.

Mesmo em terra estranha Abraão ao receber a promessa tratou logo de construir um altar ao seu Deus.

Ou seja, ele já demarcou o território que o Senhor o havia prometido.

Também nas montanhas edificou um altar, mesmo tendo as cidades de Aí e Betel ao seu redor.

Estas cidades eram habitadas por inimigos. Estes por sua vez só seriam vencidos posteriormente pela descendência de Abraão.

Mas mesmo assim o patriarca assentou-se no lugar da promessa e proclamou que ali era herança do Senhor para sua posteridade.

Existem inúmeros cristãos frustrados que conseguem passar pelos estágios anteriores e quando chegam ao momento de tomarem posse daquilo que o Senhor lhes prometeu voltam atras.

Nós podemos ter as promessas e os sonhos, renunciar tudo, enfrentarmos as lutas em árduo combate, mas se não tivermos a ousadia de tomarmos posse daquilo que sonhamos e nos foi prometido de nada terá valido nossos esforços anteriores.

Este último estágio requer fé.

Ele só ocorre quando estamos perto de obtermos aquilo que sonhamos.

É um momento em que tudo parece perdido, mas na realidade é a prova final de que já amadurecemos o bastante no deserto para recebermos a recompensa de Deus.

Existem vários sonhadores que nunca saem do deserto. Alguns até morrem lá, pois sua fé nunca é consolidada.

Neste ponto precisamos entender que vai chegar um momento em que não precisaremos mais renunciar ou combater, mas tomar posse. Dizer é meu! O Senhor me deu!

E fazendo isso não retroceder mesmo em meio a inimigos poderosos.

Quando lemos as narrativas bíblicas sobre grandes homens de fé, na maioria das vezes sempre desejamos nos assemelhar a estes incríveis indivíduos. Mesmo sabendo que somos incapazes e possivelmente mais falhos e fracos.

Mas devemos entender que estes heróis que admiramos possuem exatamente a mesma natureza pecaminosa e falha que nós possuímos.

Nós somos feitos do mesmo material e dominados pela mesma concupiscência conforme podemos constatar em todos os exemplos que as Escrituras Sagradas nos dão:

“Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto.” (Tg 5.17,18).

O que estes homens tiveram de superior a nós é justamente o fato de que eles investiram tudo na promessa e lutaram até as últimas circunstancias por seus sonhos dados por Deus.

Quando estes heróis bíblicos conseguiram chegar à etapa da conquista, neste momento não tiveram medo e se expuseram como foi preciso, sem temores ou vergonhas.

Pedro se pôs de pé diante de uma grande multidão no templo e ordenou que o paralitico se levantasse.

Mas e se o paralitico não andasse?

E se o mar não se abrisse para Moisés?

E se as muralhas de Jericó não caíssem quando os filhos de Israel gritassem?

Então o que nos diferencia destes homens é que eles tomaram posse quando o momento chegou!

Quando foi preciso dizer “levanta-te e anda,” eles disseram!

Quando este momento chegar para você caro leitor saiba que sua fé será exposta.

Nesse momento toda a teoria que nós pregamos, ou sonhamos terão que se materializar ali naquele exato momento através de uma atitude, em palavras ou ações, que serão capazes de chamar a existência coisas físicas da mesma forma que a Palavra criativa de Deus criou o mundo apenas existente em seu sonho!