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As provas concretas da existência de Jesus Cristo.

As provas concretas da existência de Jesus Cristo.

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Será que existem provas concretas da existência de Jesus Cristo?

“Nenhum líder religioso reconhecido, nem sequer Moisés, Paulo, Buda, Maomé, Confúcio, etc., Jamais reivindicou ser Deus; isto é, com exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que sempre disse ser uma divindade e a única personalidade que convenceu uma grande parcela do mundo de que Ele é Deus”. ( Thomas Schultz )

 

Não existe figura mais odiada, mais amada e mais polêmica do que Jesus Cristo.

Ele está entre os nomes mais buscados em sites na Internet. Ocupa os primeiros lugares em pesquisas feitas em bibliotecas e bancos de dados em todo o mundo.

Sua influência abrange praticamente todas as áreas literárias e cientificas da história.

É mencionado por políticos, cientistas, físicos, professores, educadores, comerciantes, pobres, ricos, mendigos e inúmeras outras pessoas em vários níveis intelectuais e sociais.

O livro que conta sua história ainda é um dos mais vendidos no mundo até hoje. Este livro é a Bíblia Sagrada.

Uns o adoram, outros o odeiam. Muitos o defendem, outros lhe perseguem. Uns o evocam, outros o amaldiçoam.

Para a ciência dos homens é uma “pedra no sapato,” para pessoas desesperadas, esperança e salvação.

Á partir de agora iremos explorar em uma série de matérias uma coletânea de provas concretas, circunstanciais, arqueológicas e históricas sobre a existência de Jesus Cristo, sendo este apenas o fragmento inicial introdutório desta investigação.

Você também pode ler todos os capítulos dessa série clicando nos links a seguir: 

 

A experiência pessoal é uma prova concreta da existência de Jesus Cristo?

As provas concretas da existência de Jesus Cristo.
Multidão de Cristãos adorando a Jesus

É muito interessante observar o incrível impacto que Jesus causou e ainda causa na vida das pessoas.

E o mais interessante é que quando a mensagem de Jesus Cristo é avaliada de forma superficial não parece ser algo tão atraente, já que sua mensagem exige mudança de vida, renuncia, abandono de pecados e práticas de devoção que seriam consideradas difíceis e desagradáveis a maioria das pessoas.

Além do mais, para os seguidores de Jesus não existe outro mediador, outro mestre, ou outro caminho apresentado como meio termo para a salvação.

 

“Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao céu se não for por mim.” (João 14:1–14)

“Eu sou a Porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.” (João 10.9)

 

Nestas afirmações feitas por Cristo Ele deixa bem claro que é o único caminho verdade e vida.

Ele não mencionou que era “um caminho”, nem mesmo mencionou ser Ele uma das portas, mas afirmou ser “a porta.” Ou seja, a única porta existente.

Cristo não deixou espaço para outros deuses ou mestres.

Se refere a Ele mesmo como o único Filho de Deus, sem o qual ninguém entrará no céu.

Quando comparamos a mensagem da religião Cristã a outras religiões, observamos que: Buda não proclamou ser ele mesmo o caminho, Confúcio não afirmou que era a porta, assim como muitos outros líderes e divindades existentes no mundo não exigiram para si o direito de serem chamados de únicas fontes de salvação para a humanidade.

Mas Jesus Cristo quebrou todos os conceitos afirmando ser Ele o princípio e o fim, elevando-se a mais suprema das posições.

E o mais interessante sobre este fenómeno é que Jesus Cristo causou grande impacto na vida das pessoas no decorrer de milhares de anos e fez isso mesmo com uma mensagem tão exclusivista e de certo modo impopular.

É um fato que milhões de pessoas já afirmaram e outras hoje ainda afirmam, terem sido salvas, curadas e transformadas, mudando completamente seu estilo de vida, valores morais, comportamentos e até tradições por causa da influencia da mensagem de Jesus Cristo.

Existem até pessoas nas mais variadas ramificações das religiões cristãs que afirmam ouvi-lo, vê-lo e até conversarem com ele.

Este fenómeno do impacto causado pela pessoa e mensagem de Jesus Cristo também se estende a países inteiros, cultura, arte, literatura e abrange séculos e séculos da nossa História.

É no mínimo intrigante pensar, como a mensagem de um personagem acusado por muitos de ser fictício poderia ter tanto poder? Ou mesmo como a mensagem de uma personalidade real poderia ter um poder semelhante?

 

O impacto que a mensagem de Jesus Cristo causou na História pode ser uma prova concreta da sua existência?

“A influência de Jesus Cristo na história da humanidade é imensurável e inegável.”  (Mahatma Gandhi)

As provas concretas da existência de Jesus Cristo.
Cristianismo é a maior religião do mundo

A religião cristã é atualmente a maior religião do mundo em termos de números de seguidores, com cerca de 2,4 bilhões de fiéis em todo o mundo. Isso representa cerca de um terço da população mundial.

O cristianismo se espalhou pelo mundo inteiro desde seus primórdios, influenciando muitos países e culturas ao longo da história. De fato, é difícil listar todos os países que foram influenciados pelo cristianismo, mas alguns dos mais notáveis incluem:

  • Europa: A maior parte dos países europeus foram influenciados pelo cristianismo, seja através do catolicismo ou do protestantismo. Alguns destes países europeus são a Itália, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Rússia.
  • Américas: A colonização europeia da América trouxe consigo o cristianismo, que acabou se tornando a religião predominante em muitos países do continente, como Brasil, México, Argentina, Chile, Peru, entre outros.
  • África: O cristianismo foi introduzido na África desde a época dos primeiros missionários, e hoje é a religião predominante em muitos países africanos, como Nigéria, Etiópia, Congo, Quênia, Tanzânia e África do Sul.
  • Ásia: O cristianismo também se espalhou para a Ásia, embora em menor escala do que em outras regiões do mundo. Alguns dos países mais influenciados incluem Filipinas, Coreia do Sul, Líbano e Índia.

 

Esses são apenas alguns exemplos, mas é importante destacar que a influência do cristianismo se estende por todo o mundo e afeta a vida e a cultura de muitas pessoas.

A mais recente edição da Enciclopédia Britânica emprega 20.000 palavras para descrever a pessoa de Jesus. Tal descrição ocupa mais espaço do que o que foi dado a Aristóteles, Cícero, Alexandre, Júlio César, Buda, Confúcio, Maomé ou Napoleão Bonaparte.

Acerca do testemunho de muitos relatos seculares independentes sobre Jesus de Nazaré, essa enciclopédia registra que: “Esses relatos independentes comprovam que nos tempos antigos até mesmo os adversários do cristianismo jamais duvidaram da historicidade de Jesus, a qual, pela primeira vez e em bases inadequadas, veio a ser questionada por vários autores do fim do século dezoito, do século dezenove e do início do século vinte”. 3/145

 

Existem realmente provas concretas da existência de Jesus Cristo?

Embora Jesus Cristo tenha sido uma figura de grande impacto e a sua mensagem tenha alcançado e influenciado o mundo inteiro hoje e no decorrer dos séculos, isso não necessariamente poderia ser usado como prova concreta da sua existência.

Afinal existem outras religiões que são inspiradas por pessoas não necessariamente divinas. Religiões que arrebanham multidões e que tem em seu centro sábios não intitulados de filhos de Deus e até algumas religiões que se valem de mitos e criaturas míticas como fonte de fé.

O que podemos afirmar com toda esta expressão de Cristo e do Cristianismo é que algo realmente notável ocorre em torno da figura de Jesus Cristo e de seu culto. Logo, este pode ser um forte indicio de que algo real pode ser a fonte de todo o sucesso do Cristianismo e que dificilmente uma mentira poderia alcançar tamanhas proporções ou se manter viva durante tanto tempo.

Mas então, existem ou não existem provas concretas da existência de Jesus Cristo?

Sim! Existem provas concretas da existência de Jesus Cristo! Mas para que possamos entender isso precisamos conhecer todo o processo Histórico usado para confirmar a existência ou não de uma personalidade histórica.

 

O método histórico-crítico nos traz provas concretas da existência de Jesus Cristo?

As provas concretas da existência de Jesus Cristo.
Mural representando Jesus

O principal elemento usado para determinar se qualquer personalidade histórica foi real ou não é o método conhecido como “método histórico-crítico.”

Este método é amplamente utilizado por historiadores e envolve a análise e avaliação crítica de diversas fontes históricas para determinar a autenticidade e a confiabilidade dos relatos sobre uma determinada personalidade histórica.

Em geral, os historiadores procuram evidências primárias, como documentos contemporâneos, inscrições ou artefatos, que possam confirmar a existência da pessoa em questão.

Eles também podem analisar fontes secundárias, como relatos escritos por testemunhas oculares ou por historiadores posteriores, para obter informações adicionais.

No caso de Jesus Cristo, por exemplo, os historiadores utilizam tanto fontes cristãs como não cristãs para avaliar a historicidade de sua vida e obra. Além disso, a análise crítica e a comparação de diferentes fontes podem ajudar a determinar a confiabilidade das informações apresentadas tornando a historicidade de Jesus Cristo como uma pessoa real algo irrefutável do ponto de vista histórico.

 

Temos mais provas da existência de Jesus Cristo que outros personagens históricos.

As provas concretas da existência de Jesus Cristo.
Batalha de Alexandre o Grande

Algo que a maioria das pessoas que defendem a ideia de que Jesus Cristo foi apenas um personagem religioso fictício desconhecem é a grande quantidade de provas arqueológicas e históricas referentes a pessoa de Jesus.

Essas provas são tantas que superam em número e qualidade as provas relacionadas a Alexandre o Grande, conquistador grego amplamente aceito como uma figura real, com inúmeras fontes que atestam sua existência.

Sobre Alexandre, temos relatos de historiadores antigos como Plutarco, Arriano e Quinto Cúrtio. Além disso, existem várias inscrições, moedas e outros artefatos antigos que fazem referência a ele.

Mesmo assim quando o comparamos a Jesus Cristo conseguimos um maior e melhor numero de provas dos mais variados tipos, que acabam validando melhor a pessoa de Jesus Cristo quando este é exposto ao método histórico-crítico.

O mesmo ocorre com o Imperador Romano César Augusto, o qual possui muitos registros escritos comprovando sua existência, incluindo suas próprias obras, como “Res Gestae Divi Augusti”, bem como escritos por historiadores romanos como Suetônio, Tácito e Cássio Dio, moedas do tempo do seu reinado cunhadas em seu nome, e inúmeros monumentos e edifícios construídos por ele ou em sua homenagem em Roma e outras partes do Império Romano. Muitos dos quais ainda existem até hoje, como o Mausoléu de Augusto em Roma, o que seria uma prova tangível de sua existência.

Também sobre César Augusto ainda existem descobertas arqueológicas, como inscrições em pedra e objetos encontrados em escavações que fornecem evidências adicionais da sua existência.

E são encontrados testemunhos contemporâneos de várias personalidades históricas da época de César Augusto, como Marco Vipsânio Agripa, Plínio, o Velho e Ovídio, mencionaram-no em suas obras, fornecendo mais provas de sua existência.

No entanto quando comparamos as figuras de Alexandre o Grande ou César Augusto a Jesus Cristo, a maioria dos relatos sobre suas vidas foram escritos muitos anos depois de suas mortes e muitas vezes por pessoas com um interesse pessoal em sua reputação.

Em contraste, os relatos sobre a vida de Jesus Cristo são mais antigos e existem várias fontes independentes que corroboram a sua existência, inclusive é mencionado por pessoas e personalidades contrárias a fé cristã que não teriam qualquer lucro ou benefício ao referenciarem Jesus Cristo como uma pessoa real.

Além disso, quando comparamos Jesus com outras figuras religiosas como Buda ou Confúcio, que não foram registrados até muito tempo depois de suas mortes, existem relatos contemporâneos à vida de Jesus Cristo que descrevem seus ensinamentos e atividades. Por exemplo, o historiador judeu Flávio Josefo e o historiador romano Tácito fazem referência a Jesus Cristo em seus escritos, corroborando sua existência e a percepção comum de que ele era um líder religioso importante.

Em resumo, enquanto muitas figuras históricas são amplamente aceitas como reais, a existência de Jesus Cristo é comprovada por uma quantidade significativa de relatos independentes e contemporâneos, o que o torna um dos personagens históricos mais documentados e estudados na História da Humanidade.

 

Outras questões.

Com essa pequena porção introdutória que mostramos neste artigo, já podemos nos adiantar e afirmar sem sombra de dúvidas que não existe nenhuma dúvida acadêmica séria sobre a existência de Jesus Cristo como uma pessoa histórica real e de constituição física.

Na verdade, a grande maioria dos acadêmicos sérios concordam e acreditam na existência de Jesus Cristo como uma pessoa real, restando apenas algumas poucas exceções que não o fazem.

Quanto a isso, traremos mais provas concretas da existência de Jesus Cristo nos artigos posteriores desta série.

Porém é importante lembrar que a grande maioria das pessoas que afirmam não acreditarem em Jesus Cristo, não necessariamente duvidam que ele existiu, mas desacreditam da sua divindade, dos seus milagres e de todas as narrativas fantásticas atribuídas a ele pela Bíblia ou pelas diversas religiões cristãs.

Estas mesmas pessoas costumam levantar questões parecidas com as mencionadas a seguir:

 

  • A Bíblia é o único livro que nos fala de Jesus e a mesma não é uma fonte confiável, mas um conjunto de lendas e mentiras.
  • A Bíblia e seu contexto podem até ser verdadeiros, mas a pessoa de Jesus é uma ficção misturada a lugares, pessoas e acontecimentos reais.
  • Mesmo que Jesus Cristo tivesse existido, não foi à pessoa descrita na Bíblia, foi apenas um agitador e marginal.
  • Jesus é uma cópia de vários outros deuses, mitos e lendas que foram incorporados à cultura cristã com o passar do tempo.
  • Jesus Cristo é uma fraude! Os escritos sobre Ele referem-se à outra personalidade judaica.
  • A Igreja Católica ou o Império Romano inventaram Jesus Cristo.
  • Os supostos ensinamentos de Cristo foram compilados da sabedoria judaica corrente na época e não saíram de uma só pessoa.

 

Embora boa parte destas supostas dúvidas partam de fontes preconceituosas que parecem nutrir um ódio injustificado contra o cristianismo e não foquem exatamente na obtenção de respostas para estas questões. Todavia, nos próximos artigos responderemos a todas estas questões e faremos o possível para esclarecer para aqueles que chegaram aqui com o interesse real de saber se Jesus Cristo existiu ou não e se Ele é realmente o que os Cristãos e a Bíblia afirmam, o Filho de Deus todo poderoso!

Você também pode ler todos os capítulos dessa série clicando nos links a seguir: 

 

Fontes pesquisadas:

Ehrman, Bart D. “O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por quê?”. Editora Agir, 2011.

Meier, John P. “Um judeu marginal: repensando o Jesus histórico”. Editora Paulus, 2010.

Borg, Marcus J. “Jesus: um retrato”. Editora Vozes, 2009.

Wright, N.T. “Jesus e o triunfo de Deus: uma investigação histórica do significado da vida de Jesus segundo o testemunho dos Evangelhos”. Editora Vida Nova, 2012.

Brown, Raymond E. “Introdução ao Novo Testamento”. Editora Loyola, 2014.

Bruce, F.F. “A vida e os tempos de Jesus, o Messias”. Editora Vida Nova, 2010.

Suetônio. As Vidas dos Doze Césares. Vida de Augusto.

Plutarco. Vidas Paralelas. Vida de Alexandre.

Velleius Paterculus. História Romana. Livros II a II.

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Monteiro Junior

Pastor e estudante das Escrituras, idealizador do Projeto "O Pesquisador Cristão." Estudou Teologia e Sistemas de Informação. Atualmente dedica-se a pesquisas relacionadas a História do Cristianismo, Novo e Antigo Testamento. Acredita e defende a "busca e compartilhamento do conhecimento nos tempos modernos..."

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Pastor e estudante das Escrituras, idealizador do Projeto "O Pesquisador Cristão." Estudou Teologia e Sistemas de Informação. Atualmente dedica-se a pesquisas relacionadas a História do Cristianismo, Novo e Antigo Testamento. Acredita e defende a "busca e compartilhamento do conhecimento nos tempos modernos..."